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Mostrando postagens de setembro, 2025
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  RUA 13 DE JUNHO A via que nasceu de um escândalo amoroso: 'A Bela do Juiz' e se consagrou com a retomada de Corumbá Caminhar pela Rua 13 de Junho, no coração de Cuiabá, é atravessar mais de dois séculos de história viva. Das intrigas políticas e amorosas do século XVIII às glórias militares do século XIX, esta via testemunhou episódios que moldaram não apenas a cidade, mas a própria identidade mato-grossense. Poucas ruas carregam tantas memórias quanto essa, que liga a Praça da República ao bairro do Porto, margeando o curso do Rio Cuiabá.   Antes de se chamar Rua 13 de Junho, o logradouro era conhecido como Rua Bela do Juiz, nome derivado do episódio que escandalizou a sociedade cuiabana do século XVIII. O protagonista era o ouvidor João Vaz Morilhas, autoridade máxima da então Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Homem culto, elegante e poderoso, Vaz Morilhas caiu de amores por uma mulher chamada Benta Cardoso, cuja beleza e presença deixaram a vila em alvoroço.  ...
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  IGREJA SÃO JOSÉ OPERÁRIO – MEMÓRIA VIVA DA CRUZINHA Na memória afetiva de Cuiabá, há um bairro que resiste ao tempo com a força da tradição e da comunidade: o antigo bairro da Cruzinha, hoje oficialmente chamado Dom Aquino. Apesar das mudanças urbanas e da nova nomenclatura imposta em 1973 com a unificação de pequenos núcleos como Aldeia, Areal, Barcelos, Morro do Tambor e Várzea Ana Poupino, os moradores mais antigos ainda se referem ao local com carinho como Cruzinha.   Esse nome tem origem em uma cruz fincada no meio do largo, onde, segundo relatos, existia um cemitério de anjos, espaço destinado ao sepultamento de crianças. Ali, no coração da comunidade, nasceu um dos maiores símbolos da fé e da união dos moradores: a Igreja São José Operário.   A igreja foi erguida graças ao gesto generoso de dona Tita Eubank, que atendeu ao pedido do Sr. Orias e doou parte de sua chácara para que a comunidade pudesse construir um templo. A obra foi feita em regime de mutirão, sob ...
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  FÉ SOB SUSPEITA: O pastor indiciado em Cuiabá por 'incitação à disciplina militar' Alfredo Barbosa de Souza foi indiciado em 1941, na didatura do Estado Novo Sede da Igreja Adventista, em Cuiabá, em 1941. Rua Barão de Melgaço, hoje centro da capital.   Há muito tempo venho pesquisando sobre as diversas religiões presentes em Cuiabá: Batista, Congregação Cristã, Adventista do Sétimo Dia e outras expressões de fé que marcaram e ainda marcam a vida espiritual da cidade. Em meio a essas investigações históricas, um episódio em especial me chamou a atenção: o processo criminal movido contra o pastor adventista Alfredo Barbosa de Souza, no ano de 1941, em plena ditadura do Estado Novo.   Em pleno Estado Novo, sob o governo autoritário de Getúlio Vargas, o Brasil vivia um tempo de vigilância ideológica e repressão a qualquer discurso considerado “perigoso” à ordem nacional. Foi nesse contexto que, em 2 de março de 1941, o pastor adventista Alfredo Barbosa de Souza, ao pro...
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  O Imóvel do Largo do Rosário e a Memória do São João Bola de Ouro No coração do Largo do Rosário, em Cuiabá, ergue-se um imóvel que guarda não apenas paredes e telhas antigas, mas sobretudo a memória viva de uma das mais tradicionais festas juninas da cidade: o São João Bola de Ouro, celebrado sob a liderança de Jovina Clara de Carvalho, carinhosamente conhecida como Dona Jovina Bola de Ouro.   Na década de 1950, Dona Jovina transformou sua casa de chão batido em palco de uma celebração que mobilizava toda a comunidade. Eram três dias de festa, que iam muito além do simples calendário junino: começavam com missa e levantamento do mastro de São João, seguiam com chá com bolo, pastel frito na hora, bolo de arroz, francisquito e outras iguarias típicas, e culminavam com os animados bailes noturnos, ao som do tradicional rasqueado cuiabano.   A festa era animada pela Banda do 16º Batalhão, famosa pelo seu “limpa banco”, e também pelo talento do Mestre Inácio Constantino, re...