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  Rondon: Guerreiro da Paz e Orgulho de Cuiabá No dia 5 de maio de 1965, o Brasil inteiro parou para homenagear um de seus filhos mais ilustres: o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.   Por força de lei, essa data foi decretada feriado nacional, em comemoração ao centenário de nascimento desse grande brasileiro. Em Cuiabá, cidade que o acolheu e com a qual manteve fortes vínculos afetivos e históricos, a data foi celebrada com solenidade e emoção.   Na Praça Alencastro, foi colocado o busto do Ínclito Marechal e, num gesto simbólico e profundo, um indígena centenário depositou sobre ele uma corbelha de flores silvestres, numa reverência silenciosa ao homem que dedicou sua vida à defesa dos povos originários e à integração pacífica dos rincões mais afastados do Brasil.   O busto foi colocado exatamente em frente à rua que leva seu nome — a Rua Cândido Mariano. Esse posicionamento não é apenas geográfico, mas carrega um forte significado simbólico: é como se Rondo...
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  O Dia em que o IPHAN Caiu em Si (e no Chão) Na Rua Sete de Setembro, bem no centro histórico de Cuiabá, a velha sede do IPHAN resistia estoicamente. Fechada há anos, sem um tapume, sem um aviso, sem uma fita zebrada para disfarçar a vergonha. Estava lá, nua e crua, exibindo suas rachaduras como medalhas de guerra — ou talvez de derrota.   O prédio era um testemunho silencioso de uma ironia cruel: a instituição encarregada de proteger o patrimônio cultural brasileiro não conseguiu proteger nem a si mesma. Passava quem quisesse: turistas distraídos, moradores apressados, gatos de rua em busca de sombra. Todos viam, todos sabiam: o IPHAN estava tombando. Só faltava a data oficial.   Foi numa tarde abafada, dessas em que Cuiabá cozinha os desprevenidos, que a tragédia se cumpriu. Primeiro, um rangido triste, como se o prédio tivesse decidido suspirar de vez. Depois, uma parte da parede cedeu, lançando adobes, poeira e anos de descaso no meio da rua.   A poucos metros d...
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  HOSPITAL CENTRAL A obra que renasce das cinzas                     Foto arquivo público de Mato Grosso Iniciada em 1984, na gestão do então Governador Frederico Campos, a construção do Hospital Central do Estado de Mato Grosso representava um marco ambicioso na área da saúde pública. Projetado para ser uma referência em atendimento médico, especialmente nas especialidades de pediatra, obstetrícia, cardiologia e cirurgias de alta complexidade, o Hospital teve suas obras interrompidas apenas três anos depois, em 1987, mergulhando em longo período de abandono e descaso.   Durante décadas, o esqueleto de concreto localizado no Centro Político e Administrativo (CPA), em Cuiabá , permaneceu como símbolo de promessas não cumpridas e de lentidão histórica na implementação de políticas públicas estruturantes.   Na década de 1990, ainda durante o Governo Jayme Campos, as reportagens destacavam o avanço físico de 80% da obra , mas ...
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  FALCÃOZINHO' O Pequeno Falcão de Cuiabá                                                     Falcãozinho Na quietude das manhãs cuiabanas, quando o sol começa a dourar os telhados antigos dos bairros da cidade verde, uma história ainda paira no ar como um sussurro leve — história de menino, de fé e de um voo que ninguém esqueceu.   Francisco Augusto Falcão Filho , nasceu em 9 de setembro de 1964, mas seu nome verdadeiro virou quase segredo, guardado só nos documentos e nas lembranças de Conceição, sua mãe. Para todos os outros, era o Falcãozinho — não só pela leveza, mas por aquele espírito atento, os olhos vivos, o jeito de quem queria sempre estar por perto, colecionando chaveiros, sonhos e amigos.   Amava o Dom Bosco. Ia aos treinos como quem vai à missa. Os jogadores, tocados por sua presença miúda e insistente, adotaram-no como mascote, e...
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  AZÉLIA RIBEIRO A PRIMEIRA MISS MATO GROSSO DA HISTÓRIA (1938); O ENCANTO DE UMA ÉPOCA A jovem Azélia Palma Ribeiro, carinhosamente chamada de Zelita, entrou para a história ao ser consagrada como a primeira Miss Mato Grosso, representando com graça e distinção o estado no grande concurso nacional A Mais Linda Jovem do Brasil, realizado pelos Diários Associados e pela Rádio Tupi.   Filha do renomado cirurgião-dentista Dr. Felintho da Costa Ribeiro — o primeiro da profissão em Cuiabá — e da senhora Thália Palma Ribeiro, dama de grande elegância e presença destacada na sociedade cuiabana, Azélia nasceu em 13 de agosto de 1914, no distrito do Coxipó. Desde jovem, demonstrava não apenas beleza singular, mas também doçura, educação e um espírito cativante, que a tornaram muito querida em sua terra natal.   A consagração começou em nível municipal, quando Azélia foi eleita Miss Cuiabá pelo tradicional jornal Correio da Semana, com impressionantes 9.874 votos, em uma apuração p...